quarta-feira, 19 de maio de 2010

Desenvolvimento da Gestão Missioneira.




No século XVII, inicia-se no Sul da América Latina, um processo inovador de grande desenvolvimento, criando o sistema de reduções Jesuítico-guaranis, o que totalizou 30 Povoados Missioneiros sendo que no atual território do Rio Grande do Sul, tiveram suas fundações concentradas na segunda metade do século XVII, totalizando Sete Povos, e pelo menos mais 08 capelas que ficavam localizadas nos intervalos de um povoado a outro (conforme mapa 33), aproximadamente de 04 em 04 léguas de distância uma da outra, em meio as Estâncias de gado e ervais. Estas Capelas, supõe-se que serviam de local de descanso, pernoite e principalmente um local de contemplação a Deus, aonde os peregrinos que se deslocavam de redução para redução faziam suas paradas com segurança.

Como a principal missão da Companhia de Jesus em suas missões pela América, era a difusão da doutrina, a catequese, e o viver em comunidade. Esse processo de transculturação, gradativamente foi transformando o Guarani, e fazendo com que assimilasse os elementos da cultura européia transmitida pelos Jesuítas.

A vida comunitária nesta época era desenvolvida em função da Praça Missioneira e tendo como pano de fundo a magnífica Igreja, que seguia os padrões estéticos do barroco, que foi adotado pela Igreja Católica, como forma de encantar as almas. Conforme pregava René Huyghe, “se a arte pode seduzir a alma, perturbá-la, encantá-la nas profundezas não percebidas pela razão, que isso se faça em benefício da fé”.

Por cerca de um século e meio, desenvolveu-se uma cultura cujos remanescentes, reportam sua materialidade, em um alto grau de desenvolvimento, na área da arquitetura e das artes, na sua organização social e política.

O sistema de oficinas desenvolvidos pelos Jesuítas nas Reduções, transformaram os Índios em hábeis artífices metalúrgicos, tipógrafos, escultores, pintores, músicos, ceramistas, tecelões, fabricantes de instrumentos musicais, entre outras manifestações.