terça-feira, 9 de julho de 2013

Vídeo I São Borja Missioneira

Olá amigos após um longo tempo sem postar, estou de volta, prometo melhorar minha assiduidade, a partir de agora serei mais atuante nas postagens, pelo menos uma por mês, relatando algo sobre nosso passado missioneiro. Para começar segue um vídeo que fiz sobre os resquícios jesuíticos missioneiros de São Borja.
Espero que gostem.
Abraço,
El Missioneiro

http://www.youtube.com/watch?v=CIMq2cEHezU&feature=em-upload_owner

segunda-feira, 29 de outubro de 2012


Valorizando lembranças.
A importância da preservação do nosso patrimônio histórico.
Foto Fernando Rodrigues

Nosso maior patrimônio existente no planeta é a própria humanidade que herdou todos os bens naturais, materiais e intangíveis. Cabe a ele, ao homem, a guarda e a preservação desses bens que, sendo as características de um povo, o agrega e o distingue. Incluído nisso estão todos os bens móveis, imóveis e naturais. Nossa função seria cuidar desses bens edificados (deixados pelas gerações passadas) e dos naturais, que também são menosprezados pela população e muitas vezes alvos de depredação.

“Uma página apagada de nossa história”. É assim que Maria Beatriz Kother, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), define a importância da preservação do patrimônio histórico. “Perdemos muito cada vez que nosso patrimônio é demolido, descaracterizado ou mutilado. É como se apagassem uma página de nossa história. São danos irreversíveis”, afirma.

Mesmo reconhecendo a importância do patrimônio histórico, as autoridades responsáveis pela questão no Brasil não conseguem responder adequadamente, preservando, mantendo ou recuperando os prédios, ou monumentos. Ações da sociedade civil têm conseguido ao menos alertar sobre o significado do patrimônio histórico que, além de um valor material e estético, conserva em si elementos da história do lugar e de sua população.

Foto Cezar Rodrigues

Foto Cezar Rodrigues

Foto Cezar Rodrigues


Considero que a destruição do patrimônio histórico significa não apenas perda de qualidade de vida, mas de cidadania e de senso de pertencimento aos locais e aos grupos comunitários, o patrimônio é responsável pela continuidade histórica de um povo, de sua identidade cultural. Mas porque ainda há tanto descaso em relação a imóveis, monumentos e objetos que deveriam ser tombados e não são? E em relação aos que são tombados, mas que não têm a preservação e o restauro que deveriam ter?

De acordo com especialistas, a preservação do patrimônio histórico não é apenas uma questão do poder público, mas da sociedade como um todo. E, nesse sentido, é preciso que haja uma maior conscientização por parte da sociedade. Sem as ações de órgãos como Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e Iphae (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Estadual), e dos municípios, a situação seria terrível. Mas não podemos e não devemos transferir a responsabilidade da preservação unicamente aos organismos públicos. E a nossa responsabilidade pessoal, onde está? Como e quanto, como cidadãos, lutamos pela preservação?

Com a intenção de proteger bens que possuam valor histórico, artístico, cultural, arquitetônico, ambiental e que, de certa forma, tenham um valor afetivo para a população, é que se tem o instituto do tombamento, caracterizado pela intervenção do Estado na propriedade, e regulamentado por normas de Direito Público.

O vocábulo tombamento é de origem portuguesa, e é utilizado no sentido de registrar algo que é de valor para uma comunidade, protegendo-o através de legislação específica. Implantado no Brasil pelo governo de Getúlio Vargas.

O tombamento não é a única solução para a preservação, mas serve como um instrumento, uma forma de salientar a importância de alguns prédios ou objetos que merecem atenção especial. O ideal seria que houvesse uma maior conscientização da importância da salvaguarda de nossos referenciais, de nossa memória.

Quando um imóvel é tombado, todo processo de demolição, reforma ou restauração precisa ser aprovado por um órgão público competente, e nem sempre a relação entre o público e o privado é das mais amistosas. Do ponto de vista do proprietário, poucos estão dispostos a dividir a tutela do seu bem com o Estado, e muito menos a arcar com eventuais perdas de valor financeiro do imóvel (o que ocorre especialmente em lotes com altos coeficientes de aproveitamento, onde, se demolido o imóvel histórico, poderia ser construído um edifício de maior valor).

Muitas vezes, na tentativa de implementar a reforma desejada, o proprietário primeiro faz as alterações e só depois resolve ´´regularizar`` a obra entrando em contato com o órgão de preservação. Em outras, os imóveis sofrem sabotagens, agressões e/ou incêndios na calada da noite, como tentativa de descaracterizar o processo de tombamento e, assim, possibilitar uma nova construção em uma área de alto valor especulativo. Nesses casos, o proprietário é responsabilizado criminalmente e sofre processos judiciais junto ao Ministério Público.

Segundo Ana Lucia Goelzer Meira, superintendente do Iphan-RS, as fiscalizações por parte das instituições que realizam os tombamentos são periódicas. Tanto no caso de descaracterização quanto de crimes intencionais, os proprietários respondem processo em relação ao Decreto-Lei n° 25 (lei de tombamento federal) e ao Código Civil.

Ainda que toda e qualquer obra deva ser previamente aprovada pelo órgão que efetuou o tombamento, um imóvel tombado pode, sim, ser reformado e até mudar de uso. O que será considerado é a harmonia entre a preservação das características do edifício e as adaptações necessárias ao novo uso, sendo que inúmeras edificações antigas, cuja função original não mais existe, são readaptadas para uma nova utilização. A maioria dos órgãos de preservação fornece, gratuitamente, orientação aos interessados em executar obras de conservação ou restauração em bens tombados.

Para Kother, o processo de tombamento prevê uma série de etapas nas quais o proprietário tem a oportunidade de dialogar, de conhecer as implicações do ato e, muitas vezes, o tombamento acontece por solicitação do próprio proprietário. ´´É claro que podem acontecer conflitos ou mesmo divergências, mas acredito que estas são saudáveis, pois nem o público nem o privado são detentores da verdade absoluta. O importante é que essa interação alimente a reflexão. O maior problema é a especulação. Esta, sim, não se importa com nada que não seja o lucro e, muitas vezes, imediato``, diz.

Quando se fala hoje de patrimônio histórico, se encontram dificuldades de todos os tipos, pois a complexidade do tema e a sua diversidade são muitas vezes inversamente proporcionais à velocidade dos interesses. “No campo conceitual ou técnico estamos bastante avançados. Entretanto, enquanto não houver um entendimento de que a valorização de nossa cultura pode e deve tornar-se um instrumento de desenvolvimento, um agente transformador, gerador de resultados concretos na nossa economia, ainda teremos muitas dificuldades na preservação de nosso patrimônio. E a participação e atuação da sociedade civil é imprescindível nesse processo, afirma Maria Beatriz Kother.

Uma estação ferroviária,  que testemunha uma atividade hoje extinta, por exemplo, um antigo casarão são tão importantes para a nossa percepção de história e para a história da arquitetura quanto são igrejas ou teatros. As pessoas ainda acreditam que só devem ser considerados de boa arquitetura edifícios assinados por alguém que se tornou famoso, ou entende como patrimônio histórico prédios onde viveram personagens marcantes do seu cotidiano.

O patrimônio histórico, entendido como um conjunto de bens e valores representativos de uma nação deve ser compreendido como herança de um povo, como “uma página de nossa história” e, portanto, é preciso que seja visto cada vez mais como uma questão da sociedade, e não apenas do poder público.

A todos os que se preocupam com o nosso patrimônio e com a cidade como um todo, felicito pelo esforço e pelo desgaste que é AMAR São Borja.


Matéria publicada no Jornal Armazém da Cultura de Novembro de 2012.

terça-feira, 12 de junho de 2012

A memória da cidade: 329 anos de fundação de São Borja


Pouquíssimo resta neste Município que lembre suas origens históricas. O descaso de uns, somado ao desconhecimento de outros com relação à importância e necessidade de resguardar o legado cultural do Município, determinou que a nossa tricentenária São Borja, chegue agora, nos seus 329 Anos de existência, como uma cidade quase esquecida de suas raízes. Não fosse o esforço de alguns poucos estudiosos de nossa História, usos, costumes e etnias, que se encarregam de divulgar dentro e além de nossas fronteiras o que foi a São Borja dos Sete Povos das Missões, e quase nada da História citadina seria conhecido.


Falta-nos a memória da cidade, presente nos prédios antigos, demolidos para dar lugar a outros novos que poderiam conviver com aqueles numa perfeita harmonia, assinalando nos diversos logradouros, a passagem dos tempos e o desenvolvimento local.

A arte religiosa missioneira por pouco não sucumbiu totalmente diante da onda destruidora que varreu de São Borja verdadeiras joias artísticas que remontavam aos primordios da nossa formação urbana como, por exemplo, a Igreja Matriz São Francisco de Borja, a Capela Imaculada Conceição, o prédio da Antiga Telefônica e outros. Também a arte cemiterial corre igual risco, se não forem tomadas medidas visando resguardá-la, medidas estas que devem ser estendidas também ao patrimônio paisagístico do Município, palco onde se desenrrolaram os fatos que garantiram nossa sobrevivência como povo organizado no que é considerado como um dos grupamentos humanos permanentes mais antigos do Rio Grande do Sul.

Um povo que não preserva suas raízes é um povo esquecido de si mesmo, de sua História e de suas origens, sem legado a preservar ou a transmitir. Mesmo com atraso, é verdade, mas temos que resgatar esta divida dos cidadãos de ontem e hoje para com as gerações futuras de nossa terra. Temos que despertar o ideal preservacionista em nossa comunidade, precisamos mobilizar a sociedade e salvar alguma coisa.

Matéria publicada no Jornal Armazém da Cultura de outubro de 2011 na coluna OPINIÃO

Bens da Humanidade sob os cuidados dos São-borjenses



Capa da Edição de Outubro de 2011

No século XVII, inicia-se no Sul da América Latina, um processo inovador de grande desenvolvimento, criando o sistema de reduções Jesuítico-guaranis, o que totalizou 30 Povoados Missioneiros sendo que no atual território do Rio Grande do Sul, tiveram suas fundações concentradas na segunda metade do século XVII, totalizando Sete Povos, e mais 08 capelas que ficavam localizadas nos intervalos de um povoado a outro, aproximadamente de 04 em 04 léguas de distância uma da outra, em meio as Estâncias de gado e ervais. Estas Capelas, serviam de local de descanso, pernoite e principalmente um local de contemplação a Deus, aonde os peregrinos que se deslocavam de redução para redução faziam suas paradas com segurança.


Mapa com a distância entre os povos Missioneiros




Como a principal missão da Companhia de Jesus em suas missões pela América, era a difusão da doutrina, a catequese, e o viver em comunidade. Esse processo de transculturação, gradativamente foi transformando o Guarani, e fazendo com que assimilasse os elementos da cultura européia transmitida pelos Jesuítas.

A vida comunitária nesta época era desenvolvida em função da Praça Missioneira e tendo como pano de fundo a magnífica Igreja, que seguia os padrões estéticos do barroco, que foi adotado pela Igreja Católica, como forma de encantar as almas. Conforme pregava René Huyghe, “se a arte pode seduzir a alma, perturbá-la, encantá-la nas profundezas não percebidas pela razão, que isso se faça em benefício da fé”.

Planta antiga da Redução de São Francisco de Borja


Por cerca de um século e meio, desenvolveu-se uma cultura cujos remanescentes, reportam sua materialidade, em um alto grau de desenvolvimento, na área da arquitetura e das artes, na sua organização social e política.

O sistema de oficinas desenvolvidos pelos Jesuítas nas Reduções, transformaram os Índios em hábeis artífices metalúrgicos, tipógrafos, escultores, pintores, músicos, ceramistas, tecelões, fabricantes de instrumentos musicais, entre outras manifestações.

A monumentalidade da riqueza da estatuária missioneira de São Borja, evidência o nível do desenvolvimento que chegou o Povo de San Francisco de Borja, em relação aos demais povos. O mesmo Índio tido pelos padrões culturais da época como indolente e incapaz, foi magistral em desenvolver um magnífico conjunto de esculturas.

Neste contexto cabe destacar a influência do Jesuíta Giuseppe Brazanelli (Irmão Brazanelli), que em nove anos que passou em São Borja, resultou em muitas obras de destaque nas Missões, sem duvida eu arrisco dizer que foi uma figura tão importante quanto ou mais que o Padre Antônio Sepp.

A figura de Brazanelli é impar para a Companhia de Jesus, teve sua formação em Milão e uma passagem por Sevilha já na condição de artista formado, mas em São Borja pode colocar em pratica suas habilidades como escultor, pintor, arquiteto, engenheiro e militar.

Sua influência na catequização dos Guaranis, e seus ensinamentos das técnicas que proporcionaram a Imaginária Missioneira de São Borja uma singularidade na expressão plástica.

Com o fim da guerra guaranítica (1754 – 1756), os índios, derrotados ateiam fogo as suas casas e oficinas poupando apenas as igrejas, com o abandono das igrejas, muitas famílias, se apoderam dos Santos das Capelas e das Igrejas, por isso que até hoje é comum pessoas possuírem Santos Missioneiros, que vem de muitas gerações, dentro da mesma família.

Em 08 de março de 1940, o Presidente Getúlio Vargas cria, em São Miguel, o Museu das Missões, com a finalidade de reunir e conservar as obras de arte, ou de valor histórico relacionadas com os Sete Povos das Missões, com projeto arquitetônico de Lucio Costa e resumos históricos de Aurélio Porto e Sergio Buarque de Holanda.


Estatuária Missioneira de São Borja

Museu Missioneiro de São Borja

Estatuarias Jesuítica Missioneira de São Borja

Estatuária Missioneira de São Borja


Escultura Missioneira

Acervo Museu Missioneiro de São Borja

 
O número total de peças reunidas no Museu Missioneiro chega a 146, tendo sido recolhidas intempestivamente de 31 localidades diferentes, exceto São Borja, conforme relata o Arquiteto Lucio Costa em relatório ao Ministro Gustavo Capanema, que devido as mas condições das estradas e muita chuva, a estatuária de São Borja não foi recolhida, cabe destacar que quando do inicio das obras no Museu Missioneiro, de São Miguel, este possuía apenas três imagens.

Em 1987, por conta das comemorações dos 300 anos de São Miguel, começou a se discutir a preservação dos remanescentes Missioneiros, e que resultou em 1989 no projeto de inventário dos Bens Móveis e Imóveis produzidos nas Missões Jesuíticas dos Guaranis, que procurou registrar e pesquisar a estatuária que estavam em Museus, Igrejas, Instituições educacionais, hospitais, em posse de particulares e também no mercado de arte e antiguidades.

Ao final do inventário 510 peças foram registradas, destas 50% estão de posse de coleções públicas e 50% de coleções particulares, cabe destacar que o maior coleção é a do Museu das Missões que totalizou 94 peças inventariadas, embora na década de 40 existia bem mais. São Borja possui 82 peças inventariadas, sendo 06 de posse da Igreja, 40 no Museu Municipal Apparício Silva Rillo, 35 com particulares e 01 desaparecida ou (foi queimada).

Estima-se em 1000 imagens a produção de estatuária dos Sete Povos. Porém, a falta de conservação, as condições climáticas, transportes precários, incêndios, roubos e outras contingências contribuíram para o desaparecimento desse patrimônio.

A atual legislação de proteção do patrimônio Histórico, não oferece mecanismos que assegurem o acesso a esses bens pelas instituições oficiais, dificultando assim, as ações de inventário e tombamento. O próprio Inventário da Estatuária Missioneira sofreu com isso, quando tentou inventariar 110 peças de um famoso colecionador de peças sacras na cidade de Porto Alegre, e teve o acesso negado, veja que esta coleção particular, é maior que a do próprio Museu das Missões.

Quando do Inventário, muitas pessoas deixaram de apresentar suas peças para serem inventariadas, com medo de serem tomadas, pelos órgãos oficiais, como ocorreu na década de 40, e creio que esta realmente embora intempestiva foi a melhor solução, pelo menos, estas peças tomadas da população na época, estão com sua preservação garantida, ao contrario das peças de particulares, que muitas vezes estão a mercê de ataque de fungos e insetos, variações meteriológicas e trafego ilegal de obras de arte.

No ano de 2007, conversava com uma família que possuía um acervo riquíssimo, e relatou que antes das peças serem inventariadas, teve duas imagens furtadas, e por ultimo, o fato que resultou na doação de todo o seu acervo ao Museu Municipal Apparício Silva Rillo, foram levadas por um Pastor da Igreja Universal, duas peças, para serem queimadas em um culto, um São Pedro (Inventário Nº RS/91-0001-0052), e um senhor Morto (Inventário Nº RS/91-0001-0053), que restou apenas o tronco intacto.

O desconhecimento da sociedade sobre esse acervo coloca em risco sua integridade. Acrescenta-se a isso a rápida deteriorização do acervo, e a ignorância do real valor dessas peças por alguns detentores, o que provoca danos muitas vezes irreparáveis.

É necessário a tomada de medidas enérgicas pelo Poder Público, e adotada políticas públicas de preservação dos remanescentes histórico-cultural missioneiro, como um laboratório técnico de restauro nas Missões, divulgação de informações técnicas e cuidados na preservação, sistema de tombamento, que é extremamente importante e vital para a preservação do patrimônio artístico do Sul do país.

Matéria publicada no Jornal Armazém da Cultura Edição 03 de outubro de 2011.

São Borja precisa urgentemente de uma lei de Incentivo a Cultura Municipal

A poucos dias lancei uma idéia em uma comunidade social na internet, e que repercutiu muito bem. Postei lá que São Borja precisava urgentemente de uma Lei de Incentivo a Cultura Municipal, o que não é nenhuma novidade, pois em diversas cidades do Estado, já possuem leis de incentivo a cultura a bastante tempo.


A diversidade faz de nossa cidade referência cultural, para o Estado, tanto que somos considerada por Decreto Estadual como “Cidade Histórica”. Uma Lei de incentivo a cultura municipal impulsionaria de forma significativa a economia da cultura da cidade, pois os agentes culturais, (artistas, músicos, escritores, entidades culturais, etc), poderiam tirar do papel seus brilhantes projetos, com o apoio de pessoas físicas e jurídicas da cidade, sem depender do Poder Público, que geralmente não ajuda, além de diminuir significativamente a quantidade de agentes culturais que perdem tempo procurando o Executivo e o Legislativo, até porque eles tem outras prioridades.

Imaginem um músico podendo comprar seu instrumento, lançar seu CD, um show de cada grupo no verão no Cais do Porto, o escritor lançar o seu livro, as invernadas artísticas comprar uma pilcha melhor, fazer uma viagem, uma entidade cultural realizar um festival, os artistas plásticos embelezarem a cidade com suas obras, qualquer atividade cultural pode ser beneficiada, e a cidade ganharia muito, com oficinas, seminários, cursos em benefício do setor cultural, ganharia em qualidade de vida e tornaria os espaços públicos mais aprazíveis.

Com esta lei que oferecerá benefício fiscal (à pessoa física ou jurídica) como atrativo para investimentos em cultura. Dependendo da lei, o abatimento em impostos pode chegar até a 100% do investimento.

Cada lei tem um funcionamento específico. As leis federais oferecem isenção no Imposto de Renda das pessoas físicas ou jurídicas. Já as estaduais proporcionam isenção de ICMS e as municipais, de IPTU e ISS.

Na internet surgiu a idéia de se fazer um projeto de lei de iniciativa popular, o que para nós seria muito fácil de se conseguir as assinaturas, até cheguei a conversar com algumas entidades, todos favoráveis, mas pensando melhor é perder tempo, pois se o Executivo Municipal não quiser a lei, ela não vai sair, pois a iniciativa tem que ser da Prefeitura, é atribuição dela fazer esta lei.

Fica aqui o apelo para que o Poder Público seja sensível a esta causa, se não tem condições de bancar a atividade cultural na cidade, que transfira para comunidade esta iniciativa de poder apoiar a cultura municipal.

Matéria Públicada no Jornal Armazém da Cultura Edição 02 de Setembro de 2011, na coluna OPINIÃO.

A Cruz Missioneira

São Borja possui três Cruzes de Lorena na entrada da cidade, cada uma representa um século de história. Um belo monumento sem dúvida nenhuma. No entanto, a tipologia da cruz adotada na época do tricentenário, em 1982, não é a mesma dos outros 29 povos missioneiros: a Cruz Missioneira!

Cruz Missioneira ou Marco Missioneiro
Colocado junto ao Cais do Porto em 2012 durante a Primeira Semana Missioneira

A Cruz de Lorena foi adotada por diversas entidades sociais e está até no brasão do município. Os são-borjenses não notam a diferença, mas qualquer missioneiro que venha dos outros povos, a primeira coisa que pergunta é o porquê da Cruz de São Borja ser diferente. Mas faz diferença qual cruz foi adotada? Sim! pois sua representação e simbologia tem significados diferentes. A Cruz de Lorena também é utilizada nas Missões, assim como a Cruz de Borgonha, a Cruz Arquiepiscopal ou Cardinalícia, a Cruz Episcopal e a Cruz Patriarcal. No entanto, a Cruz Missioneira é símbolo dos outros 29 povos Missioneiros e representa hoje o símbolo que identifica as Missões para todo o Estado gaúcho.

Na realidade a Cruz Missioneira é uma réplica da "Cruz de Caravaca", sendo “Caravaca de La Cruz”, uma cidade na província de Múrcia, na Espanha, de onde teve origem grande parte dos Padres Jesuítas que aqui no Novo Mundo chegaram para catequizar os índios Guaranis, e construir um modelo de civilização, até então diferente de tudo visto na Europa.

A diferença física entre a Cruz Missioneira e a de Lorena são detalhes, mas os significados são grandes. A primeira tem nas pontas os trevos trifólicos, dos quais o terceiro ou do meio se acha invariavelmente cortado de forma reta, em quanto que a segunda os trevos são completos, redondos.

Em mapa encontrado recentemente no Arquivo Geral do Vaticano, datado de 1691, e que contém a disposição e distância dos Povos Missioneiros, consta em cima de cada Redução, uma Cruz Missioneira, o que reafirma cada vez mais como o símbolo máximo dos 30 povos.

A Cruz Missioneira era usada pelos índios como símbolo do bem contra o mal. Os dois braços simbolizam a fé redobrada e o portador da cruz ao fazer um pedido a Deus devia mantê-lo em secreto. A cruz é considerada como um amuleto, uma proteção espiritual contra todos os males.

Já existe movimento em São Borja para promover a Cruz Missioneira. Recentemente, a
 Prefeitura mandou confeccionar duas Cruzes Missioneiras, obras talhadas pelo artista plástico Rossini Rodrigues, que foram colocadas no trevo da Vila Cabeleira e outra no trevo da ponte da Integração.

Fica a sugestão aos governantes que coloquem também uma réplica da Cruz Missioneira nos trevos de acesso à cidade, e outra no Cais do Porto de São Borja, porta de entrada dos missioneiros, no século XVII. Lembrando que na redução eram quatro, uma em cada canto da praça missioneira.

Em Itaqui colocaram a sua no Parcão.

Matéria publicada no Jornal Armazém da Cultura Edição 01 de agosto de 2011.

Um Túnel Subterrâneo em São Borja

Em 2007, foi aberto uma trincheira para instalação de tubulação telefônica junto ao meio-fio, em frente a Igreja Matriz e Prefeitura, onde foram encontrados vestígios das fundações da primeira Igreja de São Borja. Um fato curioso é que na época do achado ocorreu uma chuva em que encheu ambas as trincheiras.

Trincheira em frente a Prefeitura de São Borja cheia de água.

Trincheira em frente a Igreja Matriz quase vazia
A primeira foto mostra, em frente à Prefeitura, que a trincheira conservava-se cheia de água, enquanto que, a menos de 10 metros, na continuação da trincheira, em frente a Igreja (segunda foto), praticamente estava vazia. A dúvida é: para onde foi a água? Situações assim é que leva a comunidade a conjecturar a idéia de um túnel. Detalhe as fotos foram tiradas, praticamente no mesmo instante.

Segundo a arqueóloga Raquel Rech “é possível confirmar a existência de vestígios da arquitetura Jesuítica no subsolo do entorno da Praça da Matriz”. E para isso somente através de um Projeto de Escavação Arquieológica, nos moldes do que já foi feito em Santo Ângelo, é que se pode afirmar se realmente ainda há vestígios da redução, de 300 anos atrás, no centro da cidade. Esse tesouro subterrâneo pode gerar muita riqueza ao município através do desenvolvimento do turismo.

Matéria publicada na edição 01 do Jornal Armazém da Cultura de agosto de 2011.

A São Borja Missioneira - Um tesouro sob os nossos pês.

De tempos em tempos este assunto vem à tona. No século passado muito se discutiu sobre os subterrâneos de São Borja. Um exemplo do interesse dos pesquisadores pelo tema foi o empenho do poeta e escritor Apparicio Silva Rillo e de Cláudio Oraindi Rodrigues, assim como outros abnegados e apaixonados pela história missioneira local, que aproveitaram o advento da destruição da antiga igreja matriz, no final da década de 50, e fizeram um verdadeiro inquérito popular, em busca de fatos e relatos que remetessem a um túnel subterrâneo. Nada de concreto foi localizado na época, no entanto, muitas histórias interessantes foram levantadas, fazendo parte do imaginário são-borjense até hoje.

Foto de resquício missioneiro da Primeira Igreja de SãoBorja

Vistoria Arqueológica realizada pela Drª Raquel Rech, em trincheira em frente a Igreja Matriz

Foto da decada de 60, onde populares procuram um túnel subterrâneo.

No ano de 2007, durante obras de escavação de uma trincheira para colocação da rede telefônica, em frente à Igreja Matriz São Francisco de Borja, foram encontrados vestígios do período missioneiro. A pedido do então diretor do Departamento de Assuntos Culturais da Prefeitura de São Borja, Fernando Rodrigues, a doutora em arqueologia Raquel Rech verificou os remanescentes encontrados no local, e concluiu que, a cidade moderna de São Borja se desenvolveu sob as ruínas da antiga redução de São Francisco de Borja.

De acordo com Raquel Rech “foram identificadas dois tipos de pedras utilizadas nas construções jesuíticas: o Arenito, conhecida como Pedra Grês, e o Itacurú, conhecida como Pedra Cupím.” O que leva a crer que essas pedras faziam parte da antiga redução é seu alinhamento que se apresenta muito idêntico às encontradas em outras reduções, como em Santo Ângelo e São Miguel. “E parecem estar ligadas ao pórtico da antiga igreja jesuítica da redução de São Borja”, diz a doutora. Esse pórtico ficava em frente à praça central missioneira, onde aos domingos e dias santificados os nativos realizavam procissões, jogos, danças e teatros.

Em quanto a arqueóloga estava fazendo seu registro e levantamento do material encontrado, ela era interrompida constantemente pelos populares que queriam relatar suas histórias. As intervenções foram tantas que teve que se isolar o local para que a pesquisadora pudesse terminar o trabalho. Outra pessoa anotava nomes e endereços dos cidadãos que queriam relatar sua história sobre o que sabiam das reduções.

Inclusive, houve alguns populares que afirmaram categoricamente que chegaram a conhecer e entraram em um túnel subterrâneo em frente a igreja. Este fato, por si só, mostra o quanto este assunto está vivo e incutido na memória da cidade de São Borja, pois o que seria apenas uma descoberta para uma futura pesquisa de fundo histórico, se tornou o assunto mais discutido nos encontros de grupos da cidade, repercutindo inclusive na imprensa nacional. Houve relatos de pessoas que diziam que corriam por dentro do túnel quando pequenos, outras contaram que não tiveram coragem de entrar. Teve outros que queriam trazer equipamentos para passar e verificar se existia ouro, outras discordavam que não existia nada, sendo que o que estava sendo investigado era penas um remanescente do antigo templo jesuítico.

O fato é que ainda há muito a ser pesquisado e somente um Projeto de Escavação Arqueológico, que proporcione investigação de cunho científico pode sanar as dúvidas dos são-borjenses. Mas, que ganhos pode ter a cidade com esse tipo de pesquisa? Usando como parâmetros duas cidades próximas (Santo Ângelo e São Miguel das Missões), Raquel Rech afirma “que o ganho em termos turístico-cultural foi e ainda é muito grande para as cidades. Basta citar o projeto Rota Missões, em que muitas excursões que antes não entravam em Santo Ângelo, agora tem parada obrigatória, o que incrementa toda a rede de turismo cultural do município.”

Por enquanto ficamos na expectativa do interesse do poder público em voltar sua atenção para essa riqueza que está bem abaixo de nosso nariz. Em outras edições vamos aprofundar esse assunto.

Materia publicada na Edição nº01 do Jornal Armazém da cultura em Agosto de 2011.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

HISTÓRIA A PERIGO


Memória oculta – Arquivo Histórico de São Borja


Em recente pesquisa realizada pela Revista Armazém da Cultura, sobre as fontes de pesquisa utilizadas pelos acadêmicos da área de história e de jornalismo, como fonte de informação foi apontado os jornais, como sendo o principal meio pesquisado sobre a história local, e a maior dificuldade a falta de um arquivo público.


No ano de 2005 a URCAMP, através do curso de história e a Prefeitura, através do Departamento de Assuntos Culturais, efetivaram um convênio, em uma iniciativa inovadora, e com o intuito de salvaguardar para a história documentos da administração pública que estavam sendo perdidos pelo mofo, traças, ratos, e umidade. O objetivo era formar o Arquivo Histórico Municipal, que funcionaria no prédio anexo a Biblioteca Pública Municipal, e após sua catalogação e digitalização, seria aberto a qualquer cidadão que desejasse pesquisar.

Estes documentos estavam armazenados no Deposito Brasília, que fica localizado na Vila Cabeleira, muita coisa foi salva, documentos do início do século passado foram selecionados, limpos, analisados e catalogados por uma equipe de acadêmicos supervisionada por professores do curso de história da URCAMP.

Embora muita documentação tenha sido perdida durante o passar dos anos, devido a falta de cuidado adequada, documentações importantes e até então desconhecida para a história foram salvas, como uma sindicância da administração contra um funcionário da Prefeitura que recebeu recurso para confeccionar um almoço para autoridades que em São Borja estiveram por ocasião do sepultamento do Ex-presidente Getúlio Vargas.

Ocorre que este convênio venceu e não foi renovado, e muita documentação ainda encontrasse no Deposito Brasília, esperando uma salvação. Outro local que tivemos conhecimentos que existe muita documentação antiga atirada, e sem o devido cuidado, fica próximo ao Prédio da Corporação de Bombeiros, antiga Usina de energia. Moradores próximo ao local relatam, que sentem-se ameaçados devido ao perigo da transmissão de doenças, pois ratos e baratas são vistos com freqüência.

Na Prefeitura de São Borja, cada Secretaria Municipal mantém seu próprio arquivo, no Deposito do Departamento de Materiais, existe mais de 150m2 de prateleiras com documentações mais recentes da vida Pública de São Borja.

Esta mais do que em tempo da Administração Municipal voltar suas atenções para este problema, que vem de longa data, e concentrar todos estes arquivos em um único local, facilitando a vida dos agentes públicos e dos pesquisadores em geral. Com esta iniciativa São Borja que já recebe anualmente muitos pesquisadores de todo o país, em busca de informações, poderia transformasse em um pólo regional de pesquisa, além de digitalizar este material, poderia buscar colaborações de outros arquivos, conseguindo copias digitalizadas de documentações tricentenárias, referentes ao passado missioneiro de São Borja e das Missões, espalhados por diversos arquivos mundo a fora.

A Constituição Federal 1988 (Art. 215 e 216), o Decreto-Lei N° 25/37 e a Lei Federal de Arquivos (Lei nº 8.159/91) afirmam que são atribuídos ao poder publico, em todos os níveis, a guarda e a preservação dos documentos de arquivo como instrumento de apoio à administração, à cultura e ao desenvolvimento científico.

Diante desta responsabilidade cabe ao Prefeito e aos Vereadores de São Borja, efetivarem o previsto em lei, compromissando ações para a criação do arquivo público, além de definir os critérios para a gestão documental, sua recolha, organização e preservação, não só no âmbito oficial, como dos bens de memória coletiva local de caráter privado, quais sejam, as associações, as agremiações as entidades sociais, as  econômicas, ou recreativas e culturais que existiram ou que se mantém em funcionamento na cidade.

Ao banir do vocabulário cotidiano a expressão arquivo morto, a mentalidade de preservação dos dirigentes municipais, já apontarão uma nova visão diante da idéia equivocada de que arquivo público é mero depósito de papel velho.

Nunca foi tão intensa a busca do resgate histórico do meio em que se vive, como condição fundamental da efetivação da cidadania. Pois tudo é fonte para a história e tratar de fontes documentais ou documentos de arquivos é falar de evidências do que aconteceu, do que passou. A história da cidade é muito importante, não só para os escolares, mas para todos os cidadãos.

Matéria publicada no Jornal Alternativo em 2008 e reeditada no Jornal Zero Hora caderno H do mesmo ano.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Descaso com o Patrimônio Histórico e Cultural de São Borja





Pouquíssimo resta neste Município que lembre suas origens históricas. O descaso de uns, somado ao desconhecimento de outros com relação à importância e necessidade de resguardar o legado cultural do Município, determinou que a nossa tricentenária São Borja, chegue agora, nos seus 326 Anos de existência, como uma cidade quase esquecida de suas raízes. Não fosse o esforço de alguns poucos estudiosos de nossa História, usos, costumes e etnias, que se encarregam de divulgar dentro e além de nossas fronteiras o que foi a São Borja dos Sete Povos das Missões, e quase nada da História citadina seria conhecido.

Falta-nos a memória da cidade, presente nos prédios antigos, demolidos para dar lugar a outros novos que poderiam conviver com aqueles numa perfeita harmonia, assinalando nos diversos logradouros, a passagem dos tempos e o desenvolvimento local.

A arte religiosa missioneira por pouco não sucumbiu totalmente diante da onda destruidora que varreu de São Borja verdadeiras jóias artísticas que  remontavam aos primórdios da nossa formação urbana como, por exemplo, a Igreja Matriz São Francisco de Borja, a Capela Imaculada Conceição, o prédio da Antiga Telefônica e muitos outros. Também a arte cemiterial corre igual risco, se não forem tomadas medidas visando resguardá-la, medidas estas que devem ser estendidas também ao patrimônio paisagístico do Município, palco onde se desenrolaram os fatos que garantiram nossa sobrevivência como povo organizado no que é considerado como um dos grupamentos humanos permanentes mais antigos do Rio Grande do Sul.

A constituição de um Conselho Municipal de Cultura e de um Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural, como órgãos de assessoramento especial para assuntos desta natureza, em que seus integrantes, sem serem remunerados, prestarão serviços considerados relevantes à sociedade São-borjense, uma contribuição inadiável dos homens públicos que atualmente, quer no Executivo ou no Legislativo, dirigem o Município no sentido de resguardar o patrimônio histórico cultural e paisagístico São-borjense.


Um povo que não preserva suas raízes é um povo esquecido de si mesmo, de sua História e de suas origens, sem legado a preservar ou a transmitir.

Parte deste texto foi a base da justificativa dos Projetos de Lei protocolados na Câmara de Vereadores no inicio de outubro de 2007, e que deram origem as Leis:
3.871
28.12.2007
Cria o Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural do Município de São Borja e dá outras providências.
3.872
28.12.2007
Cria o Conselho Municipal de Cultura do Município de São Borja e dá outras providências.

As medidas que foram propostas a Câmara e viraram leis, não foram regulamentadas e colocadas em prática até hoje pela Prefeitura Municipal, o que demonstra o seu descaso, desconhecimento e desinteresse pela causa cultural e resgate histórico do Patrimônio Cultural de São Borja.

Mas a culpa não é só dela a Câmara  Municipal, composta por 10 vereadores, jamais cobrou a colocação em prática desta lei, que cria dois Conselhos Municipais, fundamentais para a preservação do legado cultural e histórico de nossa cidade. Enquanto isso o setor cultural segue com dificuldade de se organizar e assim sem força para cobrar, pois o próprio Centro Cultural de São Borja com mais de 20 anos de existência, hoje é sem teto, e perdeu muito tempo acreditando nas promessas que lhe foram impostas por políticos aproveitadores.

A aplicação destas duas Leis são fundamentais para resgatar uma dívida dos cidadãos de ontem e hoje para com as gerações futuras de nossa terra. Para que não ocorra casos como pessoas queimando Santos Jesuíticos Missioneiros, pichando prédios, arquitetos preocupados em demolir patrimônios centenários, como estes na foto que ilustra a matéria, que não existem mais, ou estão sendo demolidos, ou descaracterizados, trocando suas portas e janelas. E para que finalmente tenhamos a tão esperada Lei de Incentivo a Cultura Municipal um anseio a todos os guerreiros batalhadores que vivem e sustentam suas famílias com muito esforço através da arte e cultura.

Algumas Leis existentes no Município com relação a Cultura e o Patrimônio Histórico na sua maioria sem aplicação até hoje.

1.312
15.01.1985
Dispõe sobre a proteção do Patrimônio Histórico e Cultural do Município de São Borja.
1.555
05.12.1988
Institui o Fundo de Cultura e dá outras providências.
2.099
10.11.1993
Isenta do pagamento de ingresso, nos estabelecimentos esportivos e culturais, as pessoas acima de 65 anos.
2.299
03.05.1995
Isenta de cobrança de ingresso, em todos os eventos culturais e desportivos realizados no Município de São Borja, pela Prefeitura Municipal ou opor entidade por ela patrocinada de alguma forma, as pessoas mencionadas e dá outras providências.
2.415
21.06.1996
Cria a Semana Cultural Apparício Silva Rillo, no Município de São Borja e dá outras providências.
2.750
20.03.2000
Institui a Comenda Aparicio Silva Rillo, aos destaques culturais em suas diversas formas de expressão.
2.989
01.04.2002
Institui o a meia-entrada em locais públicos de cultura, esporte e lazer para doadores regulares de sangue e dá outras providências.
3.068
19.11.2002
Institui os procedimentos de tombamento para a proteção ao patrimônio cultural do Município e dá outras providências.
3.491
01.07.2005
Determina a inclusão, no Patrimônio Histórico do Município de São Borja, dos Pórticos do antigo Estádio General Vargas e dá outras providências.
3.615
28.06.2006
Determina a inclusão do Cemitério da Figueira no Patrimônio Histórico Cultural do Município de São Borja.
3.634
23.08.2006
Cria a Semana Cultural Presidente João Goulart e dá outras providências.
3.636
24.08.2006
Cria a Semana Cultural Presidente Getúlio Vargas e dá outras providências.
3.637
24.08.2006
Cria Semana Cultural Governador Leonel Brizola e dá outras providências.
3.686
31.10.2006
É tombado como Patrimônio Cultural do Município o Festival Ronda de São Pedro e dá outras providências.
3.687
31.10.2006
Ficam incluídos no patrimônio Cultural do Município de São Borja os Desfiles da Semana da Pátria realizados no Bairro do Passo e do Centro.
3.691
13.11.2006
Inclui imóvel que menciona ao Patrimônio Histórico e Cultural do Município de São Borja e dá outras providências.
3.871
28.12.2007
Cria o Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural do Município de São Borja e dá outras providências.
3.872
28.12.2007
Cria o Conselho Municipal de Cultura do Município de São Borja e dá outras providências.
3.799
06.07.2007
Dispõe sobre a concessão de meia-entrada, na aquisição de ingressos para eventos artísticos, culturais e desportivos, aos professores do sistema de ensino do município de São Borja.


Matéria publicada no ano de 2008  no Jornal Alternativo